quarta-feira, 8 de junho de 2011

Toca Raul!


Aposto que você já ouviu essa expressão em algum lugar, não? Pois é, dificilmente encontraremos alguém que não conheça ou nunca tenha ouvido alguma música do “pai do rock brasileiro”, mesmo passado 21 anos de sua morte, sua arte continua viva até hoje.

Raulzito era um apaixonado por Filosofia e Rock, sua mãe costuma dizer que ele passava horas trancado em seu quarto ouvindo o que ela chamava de “béngue-béngue da guitarra de Elvis Presley” e gritando umas maluquices. A paixão pelos livros começou quando seus pais o matricularam em uma escola de Padres, (é verdade!) Colégio Interno Marista, onde cursou a 3º série, mas acabou repetindo o ano. Raul amava os livros, mas odiava a escola, segundo ele, a escola não ensinava nada do que ele queria saber, tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua.

Em 1968, Raul gravou seu primeiro disco, “Raulzito e Os Panteras”, e mudou-se para o Rio de Janeiro. Mas o disco não deu certo. Segundo ele, o fracasso deu-se pelo fato de que, de um lado havia quatro músicos preocupados com qualidade musical e de outro a gravadora que só se preocupava com o lado comercial. Parceria desfeita. E Raul retornou para Salvador. Mais tarde, Raul retornou ao Rio onde trabalhou como produtor fonográfico na CBS, anonimamente por um bom tempo. Em 1970, suas canções começaram a ser gravadas pelos artistas da gravadora, tornando-o então, um reconhecido produtor que fez com que suas canções virassem hits na voz de outros cantores. Mas Raul não se conformava. Ainda tinha o velho sonho de criança... Se tornar cantor!

E foi em 1972, no Festival Internacional da Canção, que Raul despontou no cenário musical, as duas músicas inscritas no concurso chegaram à final. Foi um sucesso de critica e de publico. Nesta mesa época, Raul conheceu Paulo Coelho, que mais tarde se tornaria seu parceiro musical.
Paulo Coelho e Raul Seixas criam a Sociedade Alternativa (Viva! Viva! Viva a Sociedade Alternativa!..) baseada nas crenças de Paulo na bruxaria. Mas a Ditadura acreditou que se tratava de um movimento armado contra o governo, e os dois foram exilados nos Estados Unidos, onde acredita-se que Raul teria encontrado com John Lennon. Porém o disco Guita estava fazendo tanto sucesso, que os dois retornaram ao Brasil, onde Raul ganhou Disco de Ouro devido a 600.000 cópias vendidas. No final da década a parceria com Paulo foi desfeita.

Nos anos seguintes, mais algumas parcerias que não deram certo. A última delas, com Marcelo Nova e uma turnê de 50 shows pelo Brasil, que resultaram no ultimo cd da carreira de Raul. Nosso “maluco beleza” nos deixou no dia 21 Agosto de 1989, vitima de parada cardíaca. A vida de Raul também foi cercada de algumas polemicas... drogas, alcoolismos, quatro casamentos.. Mas, polemica à parte, o fato é que Raul nos deixou apenas de corpo presente, pois sua obra permanece viva, vinte anos após a sua morte, o produtor musical Mazzola, que era amigo pessoal de Raul, divulgou uma musica inédita, intitulada “Gospel”, que inclusive fez parte da trilha sonora da novela Viver a Vida.

Um comentário:

  1. Olá!

    Parabéns pelo blog! Só há uma ressalva: até onde eu sei, o Raul foi produtor fonográfico na CBS e não "pornográfico", como escrito acima.
    Acredito que seja apenas erro de digitação mas, para não causar mais polêmica em torno da memória do Raulzito, achei por bem esclarecer esse ponto.
    Obrigado!

    E não deixem de ouvir as canções menos conhecidas dele. Quem ouve apenas as canções mais tocadas nem imaginam o que estão perdendo.

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