quarta-feira, 29 de junho de 2011

Apanhador Só: Um Rei e o Zé

A banda Apanhador Só chega para desvendar os segredos da transmutação. Assim como faz com a sucata que serve de percussão, o quarteto encontra maneiras incomuns para usar estilos e gêneros – reinventados a ponto de eventuais influências se tornarem irreconhecíveis.

Com críticas positivas ao seu primeiro disco cheio, lançado em abril de 2010, o Apanhador Só tem sido apontado como uma das maiores revelações do pop nacional. Seu álbum homônimo frequentou grande número listas de melhores discos brasileiros de 2010 – na mais concorrida delas, organizada pelo site Scream & Yell com mais de 90 votantes (entre os principais jornalistas, escribas pop e formadores de opinião do país), alcançou o terceiro lugar – e rendeu ao grupo convites para shows em todo país.

Indicado à categoria Aposta MTV na última edição do Video Music Brasil, o quarteto de Porto Alegre surgiu em 2006, quando gravou o EP Embrulho Pra Levar. Com este trabalho, inscreveu-se e garantiu primeiro lugar no concurso de bandas do festival Trama Universitário, promovido pela TramaVirtual, que selecionou novos talentos para abrir shows de artistas consagrados. No caso do quarteto, a artista em questão era a cantora Maria Rita, que recebeu o grupo no Rio de Janeiro.

A partir daí, o Apanhador Só não parou de crescer e circular pelo país. Os gaúchos passaram por diversas cidades do sul, sudeste e nordesde do Brasil, sem deixar de registrar novos trabalhos. O segundo EP, nomeado Apanhador Só, saiu em 2008. No mesmo ano, a banda passou pelo projeto Prata da Casa, do SESC Pompeia (São Paulo), à época com curadoria do jornalista cultural Pedro Alexandre Sanches, e foi destaque n’O Estado de S. Paulo em matéria de Jotabê Medeiros sobre “bandas para ficar de olho“. Ainda em 2008, o grupo esteve entre os finalistas do festival El Mapa de Todos, que reuniu em Brasília artistas de países sul-americanos, como Peru, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil.

No ano seguinte, o Apanhador Só participou da Feira Música Brasil (um dos maiores eventos de negócios da música da América Latina), então realizada em Recife. Também em 2009, graças à aprovação em edital do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (FUMPROARTE), o Apanhador Só gravou seu celebrado álbum de estreia, produzido por Marcelo Fruet e com distribuição nacional. Disponível para download gratuito em seu site, o trabalho está prestes a atingir a marca de 20 mil downloads.

Em fevereiro de 2011, o grupo lançou o clipe da música “Um Rei e o Zé“, com exclusividade para a MTV. No vídeo, dirigido e produzido pela Sofá Verde Filmes, o grupo protagoniza uma emocionante partida de toca-bola na Zona Norte da capital gaúcha. Além das participações especiais de alguns parceiros da banda (como Marcelo Souto, co-autor da canção “Nescafé” com o vocalista Alexandre Kumpinski, o poeta Diego Grando e o compositor Ian Ramil, que também atua como figurante), o clipe chama atenção pela atraente fotografia.

A sonoridade do Apanhador Só é desafiadora: o rock mistura-se com as mais diversas influências e referências, seja com a presença do bandonéon em um legítimo tango (“Balão-de-Vira Mundo”) ou na sucata utilizada como percussão em quase todas as músicas – furadeira, máquina registradora, pato de borracha e até uma bicicleta modificada, que acompanha o grupo no palco. Toda essa atmosfera curiosa é completada pelas letras inspiradas de Kumpinski, as guitarras impressionantes de Felipe Zancanaro, as envolventes linhas de baixo de Fernão Agra e a bateria elegante de Martin Estevez.

Fonte: apanhadorso.com

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