Lugar de mulher é onde ela quiser!


Não há um único dia que não seja da mulher. Não só hoje, 8 de março,  mas todos os dias, quero falar especialmente às mulheres com " M maiúsculo". Quero falar com àquelas mulheres que se garantem, que bancam seus estudos, que viajam sozinhas. E também com aquelas que são mães dedicadas, esposas presentes, profissionais competentes (ainda que haja muito machismo espalhado por aí).

 Quero falar a nós, que temos o dom de ser plural, e desejar que sejamos exatamente como agora: que continuemos a fazer tudo o que os homens fazem só que com mais delicadeza, sutileza e perfume. Que sigamos levantando a bandeira do feminismo sem perder feminilidade. Não nos preocupemos com padrões pré-definidos porque esse papo de "estereótipos" é muito chato. Você não precisa usar manequim 36 e casar-se aos 25 anos, à menos que isso te faça mais feliz. Caso contrário, seja exatamente como você é.

 Que sejamos ainda mais independentes e façamos o que acharmos melhor com nosso dinheiro, seja comprar um sapato novo ou dividir a conta do restaurante com nosso parceiro. Que continuemos a fazer mil coisas ao mesmo tempo. Que não nos falte gentilezas, sorrisos e respeito. E que, em algum dia da semana percamos uma tarde na cozinha fazendo um bolo para receber aquela amiga que não falamos há tempos ou criando um prato especial para um jantar romântico com o namorado. Porque isso também é ser mulher. Não é porque ganhamos o mundo que vamos esquecer e descuidar dos detalhes.

E acima de tudo, desejo que saibamos viver em equilíbrio. Temos que trabalhar, cuidar da casa, estudar, ir ao supermercado, pagar as contas.... Mas, também temos que ter tempo pra nós mesmas. Aquela tarde no salão de beleza, aquela hora para nos dedicarmos a leitura do nosso livro favorito. E acreditem: um pedaço de chocolate de quando em quando não vai nos matar! O equilíbrio é o que nos dá força para seguir em frente. Avante gurias! Porque é para a frente que se anda e nós já conquistamos muito.

Gessinger 3.0






Da banda formada em 1985 para um único show na faculdade de Arquitetura da UFRGS até os dias de hoje muito tempo passou e muita coisa aconteceu na vida de Humberto Gessinger, que em 2015 completa trinta anos de carreira. Multi-instrumentista, compositor, escritor, 3 milhões de discos vendidos, oito discos de ouro, Gessinger é plural e dispensa apresentações. Com uma carreira consolidada que começou com os Engenheiros do Hawaii, passou pelo Pouca Vogal (projeto em parceria com Duca Leindecker, entre 2008 e 2012) e agora segue solo, o cantor está lançando o DVD inSULar, que além de músicas consagradas, traz também cinco canções gravadas na serra gaúcha em um formato bem mais intimista. Gessinger, que está em turnê pelo Brasil, não esconde a influência do Rio Grande do Sul em sua vida, seja pela presença frequente nos jogos do Grêmio, seja pela participação no seu trabalho de artistas consagrados na música gaúcha como Bebeto Alves e Luiz Carlos Borges.



Você está completando 30 anos de carreira. Qual a diferença entre fazer música hoje e fazer música nos anos 80?                                                                                   
Humberto Gessinger: Cada fase da vida tem suas belezas, não as comparo. Acho que a arte é feita para romper barreiras de tempo, espaço e estilo. O que importa é a qualidade e a sinceridade da música. Mas me sinto muito mais à vontade hoje, neste momento e neste ambiente. Há ferramentas para chegar de forma mais direta em quem se interessa pelo teu som, sem precisar passar pelos filtros da mídia mainstream. Queria muito ter estas ferramentas à disposição quando comecei, no fim dos anos 80.


Engenheiros do Hawaii sempre tiveram um público bastante fiel. Quando surgiu a vontade (ou a necessidade) de um trabalho solo?                                                         
HG: Ao gravar o disco inSULar, notei que as músicas pediam ambientes diferentes. Convidei vários músicos que admiro para gravar (inclusive duas formações dos EngHaw). Quando me dei conta de que não havia uma banda fixa me acompanhando no disco inteiro, achei mais natural usar meu nome. Mas as composições poderiam estar em qualquer disco dos EngHaw. E, na estrada, estou com um power trio; então, talvez seja mais EngHaw do que nunca!


Porque a escolha de Belo Horizonte para a gravação do dvd inSULar?
HG: Já registrei em DVDs shows no eixo Rio/São Paulo e na minha terra, POA. Eu devia à BH um registro lá depois de tantos anos de carinho incondicional.

O dvd inSULar é uma mescla de um show rock’n roll, gravado em BH, com um set acústico em um ambiente bem mais intimista gravado na serra gaúcha. Como surgiu a ideia de “unir” as duas coisas em único dvd?                                             HG: As canções que gravei na serra gaúcha, um set acústico com alguns dos convidados que participaram do disco, forma um contraponto entre o som acústico e o pesado. Momentos diferentes, mas complementares. Um jogando luz sobre o outro.

No final do ano passado foi lançado o Tributo aos Engenheiros - Espelho Retrovisor - com a participação de artistas do cenário da música independente, como Fernando Anitelli e A Banda Mais Bonita da Cidade. Você participou da escolha dos artistas e das músicas? O que achou do resultado final?             
HG: Fiz questão de não me meter. Este tipo de projeto é mais legal quanto menos reverente for. Me emocionei muito! Mais do que algum arranjo especial, meu destaque vai para a diversidade geográfica e estilística das releituras, para o fato de serem todos artistas que certamente terão uma longa estrada pela frente e o fato da escolha livre dos caras abranger as 3 décadas de carreira.

E a parceria com o Duca Leindecker no Pouca Vogal? Pretendem retornar à estrada com o projeto? Teremos Engenheiros do Hawaii de volta aos palcos? Existe essa possibilidade?
HG: Quanto à volta de PcVgl ou EngHaw, no momento não passa na minha cabeça. Estou focado no inSULar. Acho o Pouca Vogal uma plataforma ousada e um ótimo formato para shows, para expressar meu lado de intérprete e instrumentista mais suave. Mas meu lado compositor é mais selvagem e incontrolável. Tenho que dar a ele o que ele pede. Às vezes é um power trio, às vezes é um baita sanfoneiro ou só um violão e uma harmônica. No momento, ele é que manda e inSULar é o que ele quer.

Como surgiu a parceria com Esteban Tavares e Rafael Bisogno?                             
HG: Tavares eu conhecia da Fresno. Rafa, da cena de música gaúcha. Ambos são músicos muito talentosos e com a vibe certa para o momento que vivo. Acho legal que eles tenham formações diferentes, um mais “roquenrrou”, outro mais regional. Nas melhores formações com que toquei havia esse contraponto. É muito estimulante e abre o leque de possibilidades para arranjos e sonoridades.

Na tua opinião o que está acontecendo com o rock nacional? Houve uma perda de identidade por parte das bandas? Pra onde vai a música                                               
HG: Pra mim o que vale é a qualidade do som. Independente da tribo. O segredo para permanecer na estrada depois de tanto tempo é não ir atrás das ondas. Elas são passageiras.

Tu tens cinco livros publicados, o primeiro em 2008 (Meu Pequeno Gremista) e o mais recente em 2013 (6 Segundos de Atenção). Em qual momento tu entendeu que tinha coisas a falar que já não cabiam mais em forma de música e que precisava escrever livros? 
HG:A palavra escrita é anterior à palavra cantada na minha vida. Escrevo desde sempre. Sempre gostei muito de ler e escrever. Por isso a transição de disco para livro foi natural. Música e literatura são dois galhos da mesma árvore. A palavra é muito importante pra minha música e o ritmo é muito importante pro meu texto.

Qual tua principal influência literária?                                                                            
HG: Nas letras, meus ídolos são mais dispersos, ainda não consigo enxergar influências muito diretas. Gosto da zona nebulosa entre música e literatura, não sinto necessidade de colocar cercas neste terreno. Algumas músicas nasceram de crônicas, o contrário também já ocorreu. Sou um compositor de textos, um escritor de músicas. Gosto da convergência, da zona pouco definida em que literatura e música se encontram.





Primeira necessidade: Comunicar-se



                                                 Talvez essa frase da Madre Teresa de Calcutá tenha influenciado muito na minha escolha de entrar para esse fervoroso mundo da Comunicação. Sempre fui uma entusiasta de tudo que diz respeito conhecer e compartilhar histórias (já contei várias aqui). Mantive esse meu cantinho silencioso e orfão de palavras durante mais de dois anos, quando dediquei todo meu tempo para faculdade e também a escrever para outro projeto. Mas a vontade de compartilhar tanta coisa bacana que eu vejo e vivo no meu dia-a-dia falou mais alto. E por isso voltei... Por aqui as histórias continuam . Inté já.


Liam Brazier: Um geek de coração!


As ilustrações de super heróis coloridos e com formas geométricas era o único trabalho de Liam Brazier que eu conhecia. O ilustrador, que vive em Londres, contou aqui para o blog um pouquinho da vida e das inspirações dele.  Olha que bacana:



Cultura e Arte em pauta: Você se define como um geek de coração. Quando você descobriu o talento para a ilustração?
Liam Brazier: Comecei a desenhar quando eu era muito jovem. Lembro-me de copiar personagens de histórias em quadrinhos na hora do almoço na escola. Eu estudei arte na escola e, em seguida, faculdade e universidade - que sempre parecia ser a única coisa em que eu era naturalmente bom (segundo meus próprios professores!) 


Blog: Seu trabalho, de forma geral, é inspirador, mas minhas ilustrações favoritas são o super-heróis compostos por figuras geométricas. Como surgiu essa ideia? Foi um trabalho específico para um cliente?
Liam: Houve um convite aberto para criar imagens de super-heróis em um website de ilustração e assim tive a oportunidade de experimentar esse estilo. A primeira imagem (Man Up - uma imagen do Superman) foi muito bem ao lado de algumas outras do Star Wars. Então, resolvi expandi-los em uma série. 


Blog: Você poderia nos contar um pouco sobre a sua experiência com animação?
Liam: Eu nunca tive uma aula de animação na minha vida, eu sou certamente um fã e gosto de aprender novas habilidades da arte e isso levou-me a estudar. Animação me dá a chance de experimentar mais -  com trabalhos de diferentes estilos e materiais e isso é muito divertido! Por outro lado, pode levar um tempo muito longo!


Blog: Quais são suas influências? De onde vem a inspiração?
Liam: Eu gosto de desenhar coisas das quais eu seja fã, seja filmes, quadrinhos, televisão, música e assim por diante. Eles são os mais divertidos de fazer. Felizmente muitos projetos dos meus clientes me permitem aprofundar um pouco nesses mundos e isso mantém as coisas interessantes.


Blog: Você teve uma parceria com Boneface, para criar uma série de animações para acompanhar canções em um álbum da banda Quenns of the stone age. Como foi esse trabalho? Como surgiu essa parceria?
Liam: Boneface e eu fizemos algumas exposições coletivas juntos em os EUA, mas nunca tínhamos nos encontrado. Quando Josh (Homme, da banda) entrou em contato com ele com a ideia para os vídeos, ele sabia que eu trabalhava com animação e me contatou. Felizmente para mim, Boneface entendeu o que eu precisava para fazer esse trabalho e não hesitou quando enviei uma lista enorme de coisas que eu queria para cada tiro em seu storyboard.
A partir desse momento nós trabalhamos em seqüência (um tiro, em seguida, disparou dois, etc) em um curto período de tempo até que terminamos! Foi uma grande quantidade de trabalho para duas pessoas em um curto período de tempo (os dois últimos vídeos foram feitos em uma semana cada, com basicamente nenhuma noite dormida).

Blog: Conte-nos um pouco sobre seus planos para o futuro. 
Liam: Espero continuar a produzir meu trabalho e estar envolvido com projetos mais emocionantes!









O portfólio completo do Liam você confere aqui.







Há algumas semanas  atrás estive visitando um lugar especial aqui no RS. O Templo Budista em Três Coroas. Ao andar pelo lugar, eu senti como se estivesse em um pedacinho do Tibete. Eu nunca tinha visto uma concentração de energia positiva tão grande em um único lugar. É uma mistura de silêncio, paz e cores unidos a uma beleza natural indescritível.

O Templo é uma organização sem fins lucrativos destinado ao estudo e prática do Budismo Tibetano, e por ser uma organização sem fins lucrativos depende em grande parte de doação para manter sua estrutura. Aos domingos, 10h, há uma prática de meditação aberta ao público. Dentro do Templo não é permito entrar calçado e nem fotografar.

O Budismo é uma religião e filosofia não-teísta que abrange uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Buda. Essas tradições e crenças ficam muito claras durante a visita ao Templo, que é todo decorado dentro das tradições artísticas tibetanas.

Uma das coisas que me chamou muito a atenção na visita foi a Casa das Lamparinas, onde centenas de mini lâmpadas são acesas todos os dias como oferenda de luz para dispersar obstáculos de todos os seres. Segundo a crença budista, quando se oferece uma lamparina, a luz do ser se multiplica dissipando toda a escuridão da ignorância e espera-se que a mente se ilumine de sabedoria.

Exite, também, uma lojinha onde é possível adquirir incensos artesanais, mandalas, livros e diversos outros produtos ligados ao Budismo.

Fotos que eu fiz lá:


 Beleza Natural





 Casa das Lamparinas: Foto Divulgação / http://kl.chagdud.org/



Guru Rinpoche, o mestre indiano que levou o budismo vajraiana para o Tibet. Foto Divulgação / http://kl.chagdud.org/

Vista lateral do La Kang, templo construído e ornado dentro das tradições artísticas tibetanas. Foto Divulgação / http://kl.chagdud.org/


 Entrada no Templo onde acontece a prática da meditação. A partir desse ponto não é permitido fotografar.

Rodas de oração: cada uma contem milhares de mantras, que giram continuamente. Foto Divulgação / http://kl.chagdud.org/
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